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Polícia apreende 3 mil comprimidos de ecstasy com jovem de 16 anos

Foram encontrados também 4,8 kg de maconha, 1.746 porções de crack e 30 de cocaína; para delegado, droga pertencia a quadrilha

Chico Siqueira, Especial para o Estado

17 Julho 2014 | 15h00

ARAÇATUBA - Em uma das maiores apreensões de ecstasy deste ano no Estado de São Paulo, a Polícia Civil de Catanduva apreendeu 3 mil comprimidos da droga com um adolescente de 16 anos nesta quinta-feira, 16. Também foram apreendidos 4,8 quilos de maconha e 1.746 porções de crack, 30 de cocaína, além de balança de precisão e 2 mil pinos para embalagem de cocaína. 

Os entorpecentes, que estavam em uma casa alugada no bairro Pachá, foram avaliados em R$ 200 mil pelo delegado Hélvio Bolzani, titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). Segundo ele, agentes monitoravam traficantes nos bairros Pachá, Eldorado e Bom Pastor havia um mês, até que nesta quinta-feira receberam a informação de que um adolescente estaria escondendo grande quantidade de entorpecentes em uma casa no bairro Pachá.

Ao abordar o adolescente, os agentes encontraram uma porção de maconha e a chave da casa em um dos bolsos do rapaz. Ao testar a chave em algumas casas de ruas próximas onde o adolescente foi apreendido, os investigadores encontraram a casa certa e apreenderam a droga, que estava escondida em um piso falso sob a pia da cozinha.

Para a polícia, apesar da apreensão do adolescente, a droga pertence a uma quadrilha bem organizada. "Os comprimidos de ecstasy eram vendidos a R$ 50,00 cada e as porções de crack a R$ 5,00 cada. Todo esse entorpecente era para abastecer traficantes de Catanduva e outras cidades da região", afirmou.

Segundo o delegado, pelo menos duas pessoas, já identificadas pela polícia, fazem parte do grupo que se associou para o tráfico.

"Nosso trabalho agora é localizar e prender os verdadeiros donos da droga, pois sabemos que o adolescente estava lá apenas guardando o entorpecente", disse o delegado. Além do inquilino e do dono da casa, os investigadores também estão investigando os dois suspeitos, que seriam os verdadeiros donos da droga. 

"Pretendemos prendê-los o quanto antes", afirmou o Bolzani. De acordo com o delegado, não está descartada a hipótese de a droga pertencer ao crime organizado.
Segundo Bolzani, a apreensão demonstra que o tráfico de entorpecentes vem crescendo em Catanduva, onde na semana passada a polícia já tinha apreendido 47 quilos de maconha, além de outros 380 quilos que vinham do Mato Grosso por rodovia.

No ano passado, a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha de traficantes que trazia drogas do Paraguai e da Colômbia para Catanduva, onde o entorpecente era separado e embalado para ser transportado ao Rio de Janeiro e ser comercializado nos morros cariocas.

"Diferente dos outros crimes, o tráfico só aparece quando se faz apreensões. E aqui o aumento das apreensões  mostra que o tráfico está crescendo", comentou Bolzani.

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