Polícia apreende 200 kg de cocaína e prende dois em SP

Segundo investigação, quadrilha venderia por mês aproximadamente 500 quilos da droga

Camila Alves, do estadao.com.br, e Daniela do Canto, do Jornal da Tarde,

19 de setembro de 2008 | 03h36

Um empresário e uma mulher foram detidos após policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG)estourarem um laboratório de refino de cocaína em Cidade Ademar, na zona sul de São Paulo, na noite desta quinta-feira, 18. A estimativa é de que o local movimentava cerca de meia tonelada de droga por mês na Grande São Paulo; 200 kg de cocaína foram apreendidos no local.   No local, os policiais encontraram 26 tijolos da droga prensada e outros cerca de 60 Kg de pó para serem processados. O laboratório funcionava dentro de uma casa alugada que era usada pela quadrilha para preparar e distribuir a droga. De acordo com a polícia, os traficantes usavam uma prensa hidráulica - que não faz barulho - e substâncias químicas para a preparação.    Rodolpho Rodrigues Castilho, de 36 anos e Rosana Maria Miranda, de 35, foram surpreendidos quando saíam da residência, que segundo a Polícia está alugada no nome de Castilho há sete meses. "Assim que eles abriram o portão, já deu para sentir o cheiro forte da cocaína", contou o delegado titular do SIG, Fábio Pinheiro Lopes.   O local, onde morava Castilho, era usado para "batizar" a droga com a adição de várias substâncias, como fermento e lidocaína. "Ele (Castilho) já disse que transformava 1 kg de droga pura em 3 kg de droga batizada", afirmou Lopes, que classificou o acusado como um "atravessador de médio porte".   Lopes acredita que alugar uma casa tão próxima à Polícia Civil e à PM tenha sido uma estratégia para que o tráfico passasse desapercebido. O delegado garantiu que o objetivo da polícia agora é identificar e prender outros membros da quadrilha. "Vamos atrás de quem vendia a substância para eles e de quem comprava também".   Os acusados afirmaram aos policiais que Rosana era faxineira da casa. Castilho se disse surpreso quando a polícia encontrou a droga na cozinha do imóvel e afirmou desconhecer a existência da substância, pois tinha sublocado a casa.   Conforme o delegado do SIG, Rosana já tem passagem por roubo e chegou a cumprir pena de 3 anos e 8 meses por tráfico de drogas. Castilho passou dois anos preso. "Ele tinha uma acusação de homicídio mas não foi condenado, o caso foi desqualificado para lesão corporal seguida de morte", explicou. Os dois foram autuados por tráfico de drogas e podem pegar penas que variam entre 5 e 15 anos.   Texto ampliado às 8h58 para acréscimo de informações.

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