Polícia Ambiental fecha fábrica clandestina de palmito em Lorena

Policiais apreenderam 210 vidros de palmito pronto para o consumo; um homem de 46 anos que administrava o local foi preso

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

08 Junho 2015 | 20h18

SOROCABA - A Polícia Ambiental fechou uma fábrica clandestina de palmito, nesta segunda-feira, 8, em Lorena, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. No local, que funcionava em um imóvel alugado, na Vila Industrial, os policiais apreenderam 210 vidros de palmito pronto para o consumo. Um homem de 46 anos que administrava o local foi preso. Ele vai responder por crime ambiental. Como o suspeito já tinha passagem pelo mesmo crime, não foi fixada fiança e ele foi encaminhado para um Centro de Detenção Provisória (CDP) da região.

De acordo com a polícia, o homem tem histórico de transporte, armazenamento e comercialização irregular de palmito extraído da palmeira juçara, em processo de extinção na natureza. A suspeita é de que um grupo de palmiteiros trabalhe para ele, retirando o produto das áreas de Mata Atlântica existentes na região, como o Parque Estadual da Serra do Mar, em Ubatuba. O processamento do produto era feito em local sem condições de higiene. Os vidros com palmito foram apreendidos e serão descartados.

Outro caso. Na última sexta-feira (5), policiais apreenderam 950 vidros de palmito de origem clandestina em Tapiraí, região de Sorocaba. O produto havia sido obtido com o corte de cerca de mil palmeiras em áreas de preservação ambiental. Três homens foram presos e liberados após o pagamento de fiança.

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