Polícia acusa família de idosa mantida em porão

Marido e amante dele foram indiciados por cárcere privado e filhos, por omissão de socorro. [br]Ela ficou 16 anos presa

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2011 | 00h00

A Polícia Civil responsabilizou o aposentado João Batista Grappo, sua amante, Maria Aparecida Furquim, e três dos filhos pela situação degradante em que vivia a idosa Sebastiana Aparecida Grappo, de 64 anos, mantida presa no porão da casa da família, em Sorocaba, interior paulista.

Portadora de deficiência mental, a mulher ficou trancada no cubículo úmido e sem condições de higiene durante 16 anos, segundo a polícia. No inquérito enviado ontem ao Ministério Público Estadual, o aposentado e a amante são acusados de cárcere privado qualificado (quando causa degradação física ou moral).

Os filhos - uma do casal, um apenas de João e uma do aposentado com a amante - foram responsabilizados por omissão de socorro. Batista e Maria estão presos. A Promotoria decidirá se oferece denúncia contra os acusados. Eles negam o crime. João Batista afirma que a mulher era mantida no porão pois costumava fugir e poderia ser atropelada.

Paraná. A polícia de Mariluz (PR) prendeu quinta-feira o tapeceiro Francisco Ribeiro, de 60 anos, acusado de manter a amante, Clarice Laura de Oliveira, de 45, presa por nove anos em uma casa a cerca de 1,5 km de sua residência. Casado, Ribeiro disse que era "normal" prendê-la. / COLABOROU EVANDRO FADEL

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