Polícia acha que supervisora foi morta por conhecido

Os assassinos da supervisora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, de 25 anos, podem ser pessoas que a conheciam. A jovem foi encontrada morta anteontem em Vargem Grande Paulista, na Região Metropolitana. O retrato falado de um suspeito será divulgado hoje.

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2011 | 00h00

"Pelo modo como (o crime) foi cometido, não acreditamos em um simples sequestro", afirmou o delegado Zacarias Katzer Tadros, da Divisão de Homicídios de Santana de Parnaíba. "Trabalha-se com a hipótese de ser alguma coisa do relacionamento pessoal da vítima."

Desperta a atenção da polícia sobretudo a distância de 7 quilômetros entre o local onde o corpo de Vanessa foi encontrado e o ponto em que estava o carro que ela dirigia. "O bandido, quando está numa situação dessas, quer se livrar rapidamente do que está na mão", observou.

Outro ponto que refuta a possibilidade de roubo é o fato de a vítima ter sido dominada no meio do trajeto, provavelmente em uma área habitada. "A tendência é que ela conhecesse a pessoa", acrescentou Tadros. Por isso, teria parado no caminho. A polícia já identificou três possíveis trechos para a abordagem dos assassinos.

Noivo. Vanessa deixou a casa do noivo, Luiz Vanderlei de Oliveira, em Barueri, na Grande São Paulo, no início da manhã de sábado. Os dois se casariam em novembro. Ela iria para Carapicuíba, onde se juntaria a três amigas, com o carro dele, um Fiesta prata. Elas fariam um curso no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista.

Na mesma manhã, as amigas estranharam a demora e tentaram achá-la. Um policial militar e dois amigos da supervisora decidiram realizar buscas por contra própria. No fim da tarde de domingo, o trio é informado sobre um local de desova de carros e decidiram conferir. Acharam o corpo de Vanessa no meio da mata.

Para a polícia, inicialmente Vanessa acabou dominada por dois homens. Um assumiu a direção e outro a dominou. Dirigiram até uma área de mata fechada, perto da Rodovia Raposo Tavares. Após a chegada ao local, a jovem teria sido estuprada e morta.

Acredita-se que Vanessa tentou reagir. Ela estava seminua e com o rosto ensanguentado. A 15 metros dela, havia um preservativo usado e duas embalagens do produto vazias. No entorno, havia ainda um broche, um colar e marcas de pneu "provavelmente provenientes daquele veículo", relata-se no boletim de ocorrência, referindo-se ao Fiesta.

Os criminosos fugiram com o carro, o celular e a bolsa dela. Abandonaram o veículo a sete quilômetros dali.

Testemunha. Uma testemunha presenciou a cena e ajudará a polícia a preparar o retrato falado de um dos suspeitos. Os investigadores também solicitaram à Justiça a quebra do sigilo telefônico e bancário de Vanessa, para identificar se ela recebeu ou fez chamadas e se houve saques da conta dela.

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