Polícia acha que roubo de quadros foi por encomenda

'Por causa da pressão da polícia, talvez quem tenha encomendado desistiu', afirmou delegado responsável

Vitor Sorano e Daniela do Canto, Jornal da Tarde e Central de Notícias

14 Maio 2009 | 09h19

Os quadros roubados no domingo - dois de Candido Portinari, um de Tarsila do Amaral e outro de Orlando Teruz - e encontrados em uma rua da Barra Funda estavam embrulhadas em papel pardo, segundo o delegado seccional Dejar Gomes Neto, responsável pelo caso. O policial levantou a hipótese de crime por encomenda. "Por causa da pressão da polícia, talvez quem tenha encomendado desistiu", disse.

 

Veja também:

linkFamília reconhece obras e diz que não houve danos

som Ouça entrevista com Cláudio Maksoud

som "Roubaram um pouco da nossa alma", diz João Portinari

lista Lembre os casos famosos de roubos de obras de arte

mais imagens Galeria de fotos dos quadros roubados  

 

Polícia apresenta os quadros e as joias roubadas da casa da família Maksoud. Foto: Hélvio Romero/AE

Segundo a polícia, as obras foram deixadas próximo de um portão da Rede Record e funcionários da emissora foram avisados por uma ligação anônima do abandono. Ninguém foi preso. Fitas do circuito fechado de TV da Record serão requisitadas pela polícia. De acordo com a polícia e um membro da família Maksoud, não houve avarias. Sem proteção, as pinturas foram levadas por policiais até a Delegacia Seccional Centro, nos Campos Elísios.

 

 

Também foram apresentados 13 pacotes de bijuterias e dois relógios de pulso que, segundo a polícia, foram abandonados juntamente com as obras. "Várias peças estavam cortadas para verificar se eram folheadas ou se era ouro mesmo", afirmou Gomes Neto. Embora a polícia tenha divulgado que o material apresentado era parte das joias roubadas, a família, porém, confirmou serem bijuterias. Também não foram recuperados os cerca de R$ 2 mil em dólares que estavam no cofre. A polícia interpreta a devolução das obras como uma vitória da investigação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.