Polícia acha arsenal em reconstituição de assassinato de diretor da Yoki

Havia cerca de 30 armas no apartamento onde Elize matou o marido, entre elas, fuzis e submetralhadoras

Gio Mendes, do Jornal da Tarde

08 de junho de 2012 | 03h02

A bacharel em Direito Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 38 anos, participou por 3h30 da reconstituição do assassinato do marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, de 42, no apartamento onde o casal morava, na Vila Leopoldina, zona oeste. Ela deixou o prédio à 1h dessa quinta-feira, 7, agachada no banco de uma viatura do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Depois, o apartamento passou por 1h30 de perícia.

Elize chegou ao Condomínio Residencial Roma às 20h55 de quarta-feira, 6, com o delegado Mauro Gomes Dias, responsável pela investigação. A reconstituição ocorreu no mesmo dia em que ela confessou, em 8h de depoimento, ter matado o marido após uma discussão. Peritos usaram um boneco para simular o corpo do empresário enquanto Elize relatava como matou o marido com um tiro na cabeça antes de esquartejá-lo.

Policiais recolheram cerca de 30 armas no local. Entre elas, fuzis e submetralhadoras. As armas ficarão em cofre do DHPP. "Todas são legalizadas e autorizadas para uso de colecionador", afirmou Dias, que consultará o Exército sobre o destino do arsenal.

Matsunaga levou um tiro na cabeça em uma das salas do apartamento, que tem vidros antirruído. Depois, Elize arrastou seu corpo por 12 metros, até o quarto da empregada, onde ocorreu o esquartejamento. "Fizemos o teste com luminol e encontramos vestígios de rastro de sangue. Outro reagente químico comprovou que era sangue humano", disse o perito Ricardo da Silva Salada, do Instituto de Criminalística.

Segundo Salada, Elize refez na reconstituição o trajeto do apartamento até a garagem transportando três malas carregadas com objetos com o peso semelhante das partes do corpo do marido. "No dia do crime, ela levou oito minutos para fazer esse percurso. Na reconstituição, levou seis minutos." O perito contou que Elize afirmou ter pego a pistola calibre 380 na gaveta de uma pequena cômoda da sala e não demonstrou emoção ao relembrar o assassinato do marido, mas sim ao se lembrar da filha. "Ela fica emotiva ao pensar o que vai acontecer com a filha daqui para a frente", disse o perito.

O delegado não confirmou quando será feita a reconstituição na Estrada dos Pires, em Cotia, onde partes do corpo do foram achadas. "Chovendo desse jeito, é muito difícil trabalhar em estrada com barro", disse. Após a reconstituição, Elize foi para a cadeia feminina de Itapevi.

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