Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Polícia acha 600 kg por dia de alimento estragado

Frios ocupam 1º lugar em irregularidades, que cresceram 246% na capital neste ano

Camilla Haddad, do Jornal da Tarde, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2011 | 00h00

Noventa e uma toneladas de comida estragada, incluindo potes de requeijão, presunto, queijos de marca famosas, carnes e até bebidas alcoólicas, foram apreendidas neste ano pela Polícia Civil em grandes redes de hipermercados e distribuidoras da capital. O número corresponde a 600 quilos de alimentos por dia, o suficiente para servir 1.500 pessoas em restaurante por quilo.

Toda essa quantidade de produtos seria vendida a consumidores de São Paulo. Os números mostram um aumento de 246% na média mensal, em relação ao ano passado, quando até abril foram retiradas de circulação 21 toneladas.

 

 

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Segundo o delegado Paulo Alberto Mendes Pereira, da 2.ª Delegacia de Saúde Pública, ligada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), a fiscalização está cada vez mais intensa e novos produtos têm aparecido na lista de impróprios, como bebidas alcoólicas e refrigerantes.

Nesses casos, o maior problema é em relação ao prazo de validade vencido. "É uma coisa que pouca gente olha, mas até bebida tem sido flagrada nessas condições", diz Pereira. O delegado afirma ainda que os líquidos estão em segundo lugar no ranking de ocorrências.

Os frios em geral - queijo, presunto e mortadela - ocupam o primeiro lugar em irregularidades. "Esses produtos são recolhidos por falta de identificação de origem, procedência e a validade vencida", afirma Pereira.

Em blitz realizada há cerca de 40 dias, a situação impressionou até o delegado. Segundo ele, após uma longa investigação, policiais fizeram uma apreensão de 35 toneladas de carne e filés de frango com problemas em um distribuidor de mercado. "Ali era feito o armazenamento e o corte. O lugar dava arrepios", conta.

Atualmente, o departamento não tem estudo que aponte um bairro com mais queixas. Mas nem mesmo os Jardins, na zona sul de São Paulo, escapam de denúncias. "Em todo lugar tem isso. Independentemente do bairro, a atenção deve ser a mesma na hora de comprar os produtos", alerta. "Trabalhamos com denúncia e investigação. Quem quiser pode trazer o produto estragado diretamente à delegacia. Temos plantão 24 horas e de preferência é importante trazer o cupom fiscal para fazer prova do local e do que foi comprado."

Prisões. Apenas neste ano, 140 pessoas foram detidas por vender comida irregular. São gerentes ou proprietários que estavam no local na hora da apreensão. Em caso de detenção, a pessoa pode pagar fiança. Em alguns flagrantes, no entanto, como de troca de etiqueta de validade, é possível configurar até ação dolosa (intencional).

PRESTE ATENÇÃO...

1. Verifique a data de validade na embalagem do alimento. Nas bebidas, o prazo está impresso no fundo da garrafa ou da lata.

2. Ao comprar carnes, observe se elas estão vermelhas e sem odor. Se a peça estiver com a cor marrom, isso indica que ela já foi congelada e descongelada. O ideal é comprar o alimento fresco.

3. Os queijos devem ter selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). São sinais de deterioração uma camada esbranquiçada nas mussarelas e um queijo minas muito mole.

4. Ao escolher um peixe, ele deve estar com o olho brilhante e a pupila escura. Evite os que estão com odor, o que indica a deterioração.

 

 

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