Polêmica é o chamariz na abertura

A polêmica rondava a 29.ª Bienal de São Paulo quando ela foi aberta ao público às 10 horas de ontem. O falatório em torno da obra do pernambucano Gil Vicente, que aparece em seus desenhos executando personalidades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atiçava a curiosidade. "Quis ver as obras antes que corresse o risco de tirá-las", disse o médico Renato Barbosa, de 63 anos. Ao observá-las, afirmou que "infelizmente as obras retratam o dia a dia de São Paulo".

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2010 | 00h00

O que ninguém viu foram os retratos dos candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), criados pelo argentino Roberto Jacoby, que vão ficar encobertos até as eleições. Nos discursos do presidente da Bienal, Heitor Martins, e dos políticos houve menção de que esta edição marcaria a retomada da instituição no cenário cultural.

As primeiras atividades do dia foram apresentação do Balé da Cidade de São Paulo e a reencenação da obra Divisor, da artista Lygia Pape, na Marquise do Ibirapuera, que teve mais de 100 participantes. O dia acabou com a pichação. A mostra ficará em cartaz até 12 de dezembro.

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