Poesia ''invade'' pontos de ônibus

Cartazes foram colados na Doutor Arnaldo

Gio Mendes/ JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2011 | 00h00

Enquanto o ônibus não chega ao ponto, passageiros leem poesias. Mas eles não carregam livros nas mãos. Os textos estão em cartazes colados no painel onde fica a relação das linhas de ônibus, no teto do ponto, em uma lixeira e em um dos postes de iluminação pública. A intervenção artística pode ser vista em dois pontos da Avenida Doutor Arnaldo, Jardim Paulista, zona oeste de São Paulo.

Ninguém sabe quando os cartazes foram afixados nem quem é o autor da colagem. Os passageiros que pegam ônibus na região viram as poesias no local pela primeira vez anteontem. São oito cartazes que trazem obras de Mário Quintana (1906/1994), Paulo Leminski (1944/1989), Manoel de Barros (1916) e Alice Ruiz (1946).

"Acho interessante porque divulga a cultura para muitas pessoas. E também ajuda a descontrair um pouco, se o dia estiver estressante ou se o ponto de ônibus estiver muito cheio", afirmou o técnico de laboratório Luís Augusto Leite Mendes, de 33 anos.

O cirurgião dentista Susumu Tabuse, de 63 anos, viu uma das poesias porque parou no ponto para verificar se o coletivo que precisava pegar passava ali. Ele estava no lugar errado, mas gastou alguns minutos para ler um poema de Alice Ruiz. "A proposta é boa, pois faz o pessoal ler mais poesia, nem que seja na rua." A Secretaria das Subprefeituras informou que os cartazes não ferem a Lei Cidade Limpa porque não são peças publicitárias.

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