Poeira do vulcão vai para o mar e voos voltam à normalidade

Cinzas começaram a se dissipar; no País, 22 das 152 decolagens internacionais foram canceladas até as 19h

Elder Ogliari e Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2011 | 00h00

A nuvem de cinzas vulcânicas que estava sobre o Rio Grande do Sul avançou para o Oceano Atlântico e começou a se dissipar ontem, segundo informações da Força Aérea Brasileira. Ao mesmo tempo, os voos com origem ou destino no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, voltaram à normalidade no fim da manhã, depois de diversos cancelamentos.

Em São Paulo e no Rio, os aeroportos também voltaram à rotina. O dia, no entanto, começou sob ameaça de muitos transtornos, com o cancelamento de seis chegadas e 13 saídas de um total de 43 operações previstas para o período das 6 horas às 9 horas. Mas as filas na área de check-in diminuíram e os embarques começaram a fluir assim que as empresas passaram a confirmar quase todos os voos. Das 9 horas às 19 horas, foram canceladas 22 decolagens internacionais de 152 operações previstas no País.

Buenos Aires. Sem as cinzas do Vulcão Puyehue pairando na capital argentina, a maioria dos voos programados partiu normalmente ontem dos aeroportos portenhos. No entanto, as autoridades não descartavam novos cancelamentos. O Serviço Meteorológico Nacional alertou que a nuvem de cinza vulcânica chegaria novamente a Buenos Aires hoje. A presidente Cristina Kirchner falou ontem que a população das cidades afetadas "não deve ter medo". Segundo ela, o temor pela situação "é uma coisa psicológica".

A Patagônia, no Sul do país, continuava isolada por via aérea ontem. A cidade mais afetada é Bariloche, com contínuos apagões elétricos e problemas no abastecimento de água potável.

A câmara de vereadores da cidade declarou "emergência vulcânica". Os vereadores reconheceram que Bariloche não contava com um plano de ação perante uma erupção de vulcão nas redondezas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.