Pobres terão vez no local, diz d. Walmor

O arcebispo d. Walmor admite ter recebido críticas e objeções à realização de uma obra monumental e dispendiosa, em uma época em que a Igreja dá ou deveria dar prioridade à opção pelos pobres. "É um questionamento interessante, para o qual existem respostas e esclarecimentos", adianta d. Walmor. "Discutimos o projeto com o clero e obtivemos um consenso de 80%", revelou.

José Maria Mayrink, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2011 | 00h00

Os pobres terão vez e participação na ação pastoral da futura catedral, segundo ele, porque a construção abrigará áreas de cultura, educação, artes e serviço social. "O Centro de Acolhida da arquidiocese, que será transferido para as novas instalações, registrou 12 mil atendimentos em 2010, com setor jurídico e ambulatórios médico e dentário gratuitos."

A construção da catedral é um velho sonho da arquidiocese, que está completando 90 anos. O primeiro arcebispo, d. Antônio dos Santos Cabral, queria construir o templo no alto da Avenida Afonso Pena, no centro da cidade. Seria uma réplica da Basílica de São Pedro, no Vaticano, com capacidade para 12 mil pessoas. As fundações foram lançadas, mas o projeto não seguiu adiante, porque d. Cabral ficou doente e a arquidiocese ganhou outras prioridades. A Igreja da Boa Viagem, de estilo neogótico e com assentos para 700 fiéis, funciona como catedral provisória desde 1932.

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