PMs suspeitos de matar família em Campinas

Quatro pessoas da mesma família foram mortas a tiros no fim da tarde de anteontem no Jardim Novo Maracanã, na periferia de Campinas. Foi a primeira chacina do ano na cidade. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de vingança e investiga o suposto envolvimento de policiais militares no crime.

Tatiana Fávaro / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 00h00

O porteiro Isaías Anacleto Ribeiro, de 43 anos, e seu filho, o cabeleireiro Willian Camargo Ribeiro, de 20, estavam na frente de casa quando um Gol branco parou e três homens encapuzados saíram e atiraram. Isaías foi atingido com seis tiros e Willian, com dez. O trio ainda cortou uma das mãos do cabeleireiro e a levou embora.

Em seguida, os homens entraram na casa e atiraram na cabeleireira Silvana Camargo Ribeiro, de 43 anos, e na aposentada Lídia Silva Ribeiro, de 82. Ambas foram socorridas no pronto-socorro do bairro Ouro Verde, mas morreram no local, segundo informou a PM.

O delegado Rodrigo Otávio Aydar Monteiro, do setor de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas, disse que Willian havia se envolvido em uma tentativa de roubo a um policial militar à paisana e, durante troca de tiros, o cabeleireiro, o policial e sua noiva ficaram feridos. "Testemunhas dizem que o PM e sua noiva ficaram paraplégicos. Essa é uma das hipóteses, mas há outras e vamos investigar."

O tenente Dario Birochi Veiga, do 47.º Batalhão da Polícia Militar em Campinas, disse que a PM recebeu apenas a informação de que uma das vítimas da chacina tinha antecedentes criminais. "Mas até o momento não temos nada que aponte para a participação de policiais."

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