PMs são acusados de agredir artista plástico e artesão

Eles andavam de skate quando foram abordados por policiais de 5 viaturas; soldados alegaram que foram agredidos

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

09 Março 2012 | 03h04

Um artista plástico de 24 anos e um artesão de 43 afirmam que foram agredidos por policiais militares, no domingo, na Vila Esperança, zona leste de São Paulo. Eles foram levados para o 10.º DP (Penha), onde foi lavrado um termo circunstanciado que aponta os dois como autores da agressão contra os PMs.

Os dois estavam andando de skate na frente da casa em que moram, por volta das 8h. Cinco viaturas da PM chegaram para atender uma ocorrência de perturbação de sossego. "Eles me derrubaram no chão e começaram a me chutar e agredir", diz o artista plástico, que teve o tímpano direito perfurado. "Um deles me segurou pelo pescoço, dava risada e dizia: 'Vou te matar'", conta o artesão. "Pareciam sádicos, faziam pose de lutadores."

Os vizinhos teriam protestado e um deles chamou a Corregedoria da PM. Os policiais levaram os dois para a sede do 51.º Batalhão da PM, atrás do 10.º DP, onde a violência teria continuado. Em seguida, a dupla foi levada para o pronto-socorro, mas não houve atendimento médico.

No DP, os PMs Marcelo Gregorio Alves dos Santos, de 26 anos, Cristiano Andrade Lopes, de 29, e Claudia Aparecida da Silva, de 39, todos da 3.ª Companhia do 51.º BPM, disseram ter sido vítimas de desacato e agressão.

Os dois foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML). "O próprio médico do IML, percebendo a gravidade, recomendou que fossem para o hospital", disse o advogado dos denunciantes, João Ibaixe Júnior.

Ontem, um dos PMs passou na frente da casa dos denunciantes - que já pretendem se mudar. A mulher do artista plástico descobriu, na semana passada, que está grávida.

A PM afirmou que foram tomadas as providências pertinentes.

As únicas testemunhas do termo circunstanciado são os próprios policiais. Até as 23h de ontem, a Secretaria de Segurança Pública não respondeu por que o delegado não fez diligências em busca de outras testemunhas.

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