PMs que mataram publicitário dizem que vítima teve 'conduta criminosa'

Em entrevista concedida ao portal G1, trio afirma que agiu corretamente ao disparar durante abordagem

29 de agosto de 2012 | 12h31

Os três policiais militares que atiraram no publicitário Ricardo Prudente de Aquino, morto no dia 18 de julho em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, afirmaram em entrevista ao portal de notícias G1 que a vítima teve uma "conduta criminosa" ao tentar fugir da abordagem.

O cabo Adriano Costa da Silva, de 26 anos, e os soldados Robson Tadeu do Nascimento Paulino, de 30, e Luis Gustavo Teixeira Garcia, de 27, pediram desculpas aos parentes de Aquino, mas afirmaram que agiram corretamente ao disparar quando se sentirem ameaçados. De acordo com o trio, o publicitário tentou fugir do bloqueio e, não tendo sucesso, realizou um movimento brusco com um objeto que parecia uma arma.

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou no dia 22 de agosto o pedido de prisão dos policiais. O argumento da juíza da 5ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, Lizandra Maria Lapenna, é de que os acusados têm residência fixa e se identificaram, ações que revelam as intenções não prejudicar ou dificultar o curso das investigações. Apesar de terem sido presos após o crime, eles respondem agora em liberdade sob um habeas corpus concedido no dia 26 de julho.

Os advogados dos policiais disseram que o trio agiu no "estrito cumprimento da lei e só atiraram para se protegerem". A defesa afirma que a falha foi do publicitário ao gesticular de forma bruta durante a abordagem dos PMs.

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