PMs presos por chacinas negam envolvimento com crimes

Quatro dos cinco detidos são do mesmo batalhão que o policial militar morto por criminosos; execução teria motivado os assassinatos em série

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2014 | 15h34

CAMPINAS - Os cinco policiais militares presos por suspeita de envolvimento nos 12 assassinatos em série ocorridos em uma mesma região de Campinas há 17 dias negaram participação nos crimes, em depoimento à Polícia Civil na madrugada desta quinta-feira, 30.

Os cinco policiais estariam envolvidos em um plano de execução de criminosos na região do Ouro Verde, nos dias 12 e 13, em resposta ao assassinato de um PM durante uma tentativa de assalto em um posto de combustível horas antes na mesma área. Veja vídeo que mostra o momento em que o policial, Arides Luís dos Santos, de 44 anos, foi morto.

Quatro dos cinco presos são do 47º Batalhão de Campinas, mesma unidade onde trabalhava o policial Arides Luís dos Santos, morto pelos assaltantes. Eles foram ouvidos durante a madrugada e levados pela Corregedoria da PM para o presídio da corporação, na capital, o Romão Gomes.

Evidências. Apesar das negativas, a força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público, montada para apurar o caso, tem elementos que colocam os suspeitos nos locais dos crimes. Todos estavam de folga naquela madrugada. Uma moto supostamente usada nas chacina e pelo menos duas armas de mesmo usada nos crimes foram encontradas durante as buscas nas casas dos policiais.

As prisões são temporárias e foram obtidas com base no assassinato de uma das 12 vítimas. Uma testemunha, que estava escondida e presenciou a execução de Joab das Neves, de 17 anos, reconheceu o policial autor do disparo na cabeça do jovem.

Na tarde desta quinta-feira, 30, o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, dará entrevista à imprensa para falar sobre as prisões na Delegacia Seccional de Campinas.

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