''PMs estavam de folga no dia do assassinato''

Advogado de defesa dos policiais garante que foram outras pessoas que mataram Roberto e Roberth; caso já levou a quatro condenações

, O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2011 | 00h00

Embora o caso de Roberto e Roberth tenha acontecido em maio de 2008, a existência do grupo de extermínio Highlanders só veio a público em outubro daquele ano. O assassinato de Antonio Carlos Silva Alves, o Carlinhos, deficiente mental de 31 anos, e o testemunho de sua família sobre os policiais militares da Força Tática do 37.º Batalhão que o teriam praticado desencadearam a investigação.

O grupo foi batizado de "Highlanders" em alusão ao filme de mesmo nome, em que o guerreiro corta a cabeça do inimigo - cinco das 12 vítimas dos policiais foram encontradas decapitadas. O soldado Rodolfo Vieira seria o chefe do grupo, que envolvia mais 14 policiais e um comerciante. Vieira confessou participação no sequestro de Roberth e Roberto. Os outros cinco acusados da morte dos dois negam.

Nove dos 15 policiais estão presos no Presídio Militar Romão Gomes, no Jardim Tremembé, na zona norte de São Paulo. Quatro deles, incluindo Vieira, já foram condenados a mais de 18 anos de prisão pela morte de Carlinhos, mas recorrem da decisão. O júri foi em julho de 2010, quando os PMs foram condenados por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e com impossibilidade de defesa da vítima, típico de grupo de extermínio.

No dia 17 de março, vão a júri popular Jorge Takiguti, João Bernardo da Silva e Jonas Santos Bento, três dos seis acusados de matar Roberth e Roberto. Eles negam a autoria do crime. Os outros réus são Vieira, Marcos Aurélio Lima e Ronaldo Rei dos Santos. "Os três estavam de folga, e o Vieira é réu confesso da morte dos rapazes", afirma Celso Machado Vendramini, advogado de defesa de quatro policiais militares. Ainda não foi determinada a data do julgamento de Vieira, Lima e Santos.

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