PMs correm para bater o ponto

Salvador teve até engarrafamento antes das 12h

O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2012 | 03h03

O governo baiano ameçou ontem começar a punir policiais militares que promovem, desde o dia 31, a paralisação no Estado. E o resultado ontem foi um inusitado "engarrafamento" de viaturas pelas ruas da capital baiano, com policiais correndo para bater o ponto. Isso justamente no momento em que o movimento grevista vive seu pior momento frente à opinião pública.

De acordo com a administração estadual, quem não comparecesse aos batalhões até o meio-dia de ontem passaria a sofrer sanções. "A partir de hoje (ontem), o comando está tomando (a paralisação) como ausência ao serviço e vai abrir processo administrativo para avaliar as punições", afirmou o comandante-geral da PM na Bahia, coronel Alfredo Castro.

Os policiais foram informados da decisão do governo por volta das 10h. Seguiu-se uma corrida aos batalhões de Salvador - pelas ruas, carros e motos de PMs e viaturas tentavam abrir caminho nos congestionamento para não perder o prazo. Com sirenes à toda.

Muitos PMs que chegaram aos batalhões foram imediatamente mandados para a rua. E alguns não esconderam o descontentamento com o rumo que as negociações com o governo tomou.

"Tive de voltar para o batalhão porque não tenho como compensar corte no ponto (desconto por dia de trabalho perdido), mas era mais certo continuar com a greve", afirmou um PM, ao desembarcar rapidamente no Pelourinho no início da tarde, com outros sete colegas em duas viaturas. "O governo tem dinheiro para pagar o que deve, mas fica nesse cabo de guerra, em vez de valorizar o policial." /T.D.

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