PMs choraram e se abraçaram após sentença

Após ouvir a sentença, réus saíram pela porta dos fundos, com a presença de poucos familiares

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

02 Abril 2014 | 22h11

SÃO PAULO - Após ouvir a sentença, os 15 acusados saíram pela porta dos fundos, com a presença de poucos familiares. Todos se abraçaram no lado de fora do plenário. Os que ainda estiverem na ativa da Polícia Militar, assim como os réus condenados nos outros julgamentos do massacre do Carandiru, perderão o cargo público. O desligamento só começa a valer depois que todos os recursos forem julgados.

Os réus começaram a chorar quando o juiz mandou os jurados se reunirem. Alguns deles já estavam desligados da PM havia quase 20 anos. Um ex-PM afirmou aos jurados que aquela foi a primeira e única missão de que participou, antes de sair da corporação, um ano depois da rebelião na Casa de Detenção.

A plateia não estava completa, mas havia réus condenados nos julgamentos anteriores acompanhando o júri. Um deles era o tenente-coronel Salvador Madia, ex-comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), condenado a 624 anos de prisão, no segundo júri, em agosto do ano passado, com outros 24 réus.

No primeiro dia desse último julgamento, os familiares dos réus chegaram a abordar os convocados ao sorteio de jurados, do lado de fora do Fórum Criminal da Barra Funda, para pedir a absolvição. Do lado de dentro, no entanto, não foram uma presença marcante. Na tarde de ontem, apenas a mulher de um dos réus, que chorou ao longo dos debates, com um terço na mão, acompanhou a decisão dos jurados.

Entidades de direitos humanos também não foram atraídas para o último júri do Carandiru. Segundo funcionários do tribunal, o único que mobilizou manifestações foi o do coronel Ubiratan Guimarães, em 2001. Em 2006, ele foi absolvido pelo Tribunal de Justiça.

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