Rovena Rosa/Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil

PMs teriam atuado para que Sartori não fosse investigado sobre acidente

Conduta do desembargador foi investigada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo; caso foi arquivado

O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2016 | 21h41

O desembargador Ivan Sartori se envolveu em um acidente de trânsito, em 2012, e teve sua conduta investigada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo. Houve suspeita de que ele teria usado o cargo para não se submeter a procedimentos burocráticos e previstos na lei. O caso foi investigado e arquivado após pedido da Procuradoria da República.

O episódio foi revelado pela Folha de S.Paulo, nesta segunda-feira, 31. Segundo as investigações, em novembro de 2012 Sartori bateu contra uma moto e derrubou a consultora Joelma Santos, de 33 anos, quando saía de Santos e se dirigia a São Paulo para um compromisso oficial.

Segundo as apurações, policiais militares da escolta do então presidente atuaram para que o magistrado não fosse investigado. A Procuradoria e a vítima negam terem sido pressionadas. Sartori afirmou que a culpa foi de Joelma pelo acidente, mas ficou ao lado da vítima. 

Carandiru. O desembargador Ivan Sartori foi o relator do processo que anulou os cinco júris que condenaram 74 policiais militares acusados do massacre de 111 presos no Carandiru, em 1992. 

 

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