PMs acusados de matar motoboy voltam à prisão

O juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, aceitou anteontem a denúncia do Ministério do Público contra os 12 policiais militares acusados de xingar, torturar e matar o motoboy Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, em abril. Decretou, ainda, a prisão preventiva deles e definiu o crime como "bárbaro".

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2010 | 00h00

Os militares estavam soltos desde o dia 28, quando expirou a ordem de prisão temporária contra eles. Ao ser avisada sobre a decisão de Fossen na manhã de ontem, a PM reuniu os réus na Corregedoria da corporação, na Luz. Depois, levou-os para o Presídio Militar Romão Gomes, na Água Fria, zona norte da capital.

Ao avaliar a denúncia, o juiz considerou que existem "prova de materialidade do crime e indícios concretos de autoria e participação dos acusados". "O que chama a atenção e demonstra a necessidade da decretação da prisão é o fato de que os mesmos, em tese, nem ao menos se preocuparam com a presença de testemunhas", observou Fossen, na decisão.

Em 9 de abril, Santos saiu em busca da bicicleta furtada do filho e envolveu-se numa discussão com três rapazes. A PM abordou o grupo e um dos policiais deu um soco no motoboy, que reagiu e o derrubou. Levado à 1ª Companhia, na Casa Verde, o motoboy teria sido xingado, torturado e espancado.

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