PMs acusados de executar jovem em cemitério vão a júri

Em 12 de março de 2011, uma testemunha viu os policiais matando uma pessoa dentro do cemitério de Ferraz de Vasconcelos. Ela ligou para o 190 e relatou o caso em tempo real

O Estado de S. Paulo

23 Maio 2013 | 11h06

SÃO PAULO - Os policiais militares Ailton Vital da Silva e Felipe Daniel Silva estão sendo julgados desde as 9h30 desta quinta-feira, 23, no Tribunal do Júri de Ferraz de Vanconcelos, na Grande São Paulo. A dupla é acusada de matar Dileone Lacerda de Aquino no cemitério da cidade em 12 de março de 2011. A execução foi presenciada por uma mulher, que narrou o que acontecia, em tempo real, para o Centro de Operações da Polícia Militar (PM). 

Os réus estavam presos preventivamente no Presídio Romão Gomes. O julgamento começou às 9h30, após a escolha dos sete jurados. Ao todo, dez testemunhas foram chamadas para prestar depoimentos - algumas delas têm a identidade protegida pela Justiça. Uma testemunha defesa e duas de acusação foram dispensadas. As outras três testemunhas de acusação foram ouvidas até 11h30.

Segundo o processo, Dileone foi perseguido pelos policiais na zona leste da capital, por ser suspeito de roubar um carro. O jovem bateu o veículo no portão de uma casa e fugiu o veículo. Na sequência, foi atingido na perna por um tiro disparado pelos policiais e algemado.

Dileone teria sido colocado dentro de uma viatura policial com vida. Testemunhas narraram à própria Polícia Militar que assistiram a Dileone ser executado por policiais militares nas dependências do Cemitério Parque das Palmeiras após ser retirado da viatura. Os PMs foram identificados e presos. 

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