PMs acusados de execução em São Paulo vão responder por homicídio

Soldados foram presos e podem ser expulsos após mulher denunciar o crime em tempo real no 190

Priscila Trindade, Central de Notícias

05 de abril de 2011 | 11h54

SÃO PAULO - Os dois policiais militares que executaram um suspeito de roubo, no cemitério Parque das Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos, e foram denunciados por uma mulher que presenciou o crime vão responder por homicídio. Os soldados Ailton Vital da Silva, com 19 anos de serviço, e Filipe Daniel Silva, há 5 anos na corporação, foram autuados e estão detidos no Presídio Militar Romão Gomes.

 

Veja também:

Relato - 'É obrigação da polícia prender, não matar', diz pai

som Ouça - Mulher relata execução em tempo real

lista Íntegra - Leia como foi a ligação com a denúncia

Estadão ESPN - Major da PM comenta o caso

Blog - Tributo a uma mulher desconhecida

Análise - Impunidade favorece cultura do extermínio

 

A testemunha, que visitava a sepultura do seu pai, presenciou o momento em que a viatura entrou no cemitério e ligou para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), no número 190. Ela viu quando os policiais tiraram um homem da viatura e atiraram contra ela.

 

O suspeito foi assassinado na tarde do dia 12 de março. Ele tinha passagens por roubo, receptação, formação de quadrilha e resistência, e já havia sido libertado da prisão em agosto de 2010.

 

Além do processo criminal, a Corregedoria da PM avalia se a dupla de agentes da 4.ª Companhia do 29.º Batalhão serão expulsos da corporação. O comandante do batalhão, o tenente-coronel Roberto Fernandes, disse ter certeza que os soldados cometeram o crime. "Aqui não passamos a mão na cabeça", afirmou. O Conselho de Disciplina da PM tem 45 dias para avaliar o caso.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.