PM viu black blocs do centro em outras manifestações em SP

Ao todo polícia deteve 89 pessoas em confusão no centro; os cinco presos foram transferidos para centros de detenção

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2014 | 22h39

SÃO PAULO - Os black blocs infiltrados em meio aos suspeitos de cometerem saques e destruição de patrimônio público, nesta quarta-feira, 16, já haviam sido identificados pelo Serviço de Inteligência da Polícia Militar em outros protestos. No entanto, por causa do caos generalizado, nenhum deles foi detido. 

No balanço final divulgado pela Secretaria Estadual da Segurança Pública, pelo menos 89 pessoas foram detidas para averiguação. O dia terminou com cinco presos. 

Os quatro presos suspeitos por arrastão têm idade entre 18 e 26 anos e roubaram 37 celulares, nove tablets e três monitores de computador. Uma jovem de 19 anos foi presa por incendiar um ônibus. Os homens foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na zona oeste, e a mulher para o CDP de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. 

O prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), afirmou que os grupos que promoveram destruição e saques no centro eram formados por “oportunistas”. Haddad defendeu a decisão da Justiça de reintegrar a posse do prédio ocupado. 

“Eu entendo que decisão judicial se cumpre. O Poder Judiciário deu tempo, deu condições de negociação e de remoção das famílias. Eu acho que houve um mal encaminhamento e depois oportunistas que sempre se valem de um momento como esse”, disse o prefeito. Ele afirmou que os movimentos sociais não podem “deixar ser utilizados por oportunistas”. 

Temor. Com cerca de 15 mil filiados no centro, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) vê o temor de se trabalhar na região aumentar. “Estamos falando de bandido e não de manifestação. Precisa ficar muito claro para a população que são vândalos”, disse Rogério Amato, presidente da ACSP.

Segundo ele, desde as manifestações do ano passado, há “uma sensação de insegurança” entre os comerciantes. Amato afirmou que o setor está diminuindo os investimentos na região por medo de novos ataques de vândalos e arrastões. “Isso virou uma rotina. O pior de tudo é a gente começar a se acostumar com isso.”



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