PM vai reforçar patrulhamento no Dia dos Namorados

Viaturas ficarão em pontos estratégicos da cidade, com reforço nas zonas oeste, parte da zona sul e zona norte

Estadão.com.br

11 de junho de 2012 | 19h44

SÃO PAULO - Após registrar três arrastões durante o feriado de Corpus Christi, contabilizar quase 20 ações criminosas em restaurantes e mais de dez a condomínios fechados na capital paulista em 2012, a Operação Visibilidade deve reforçar a segurança na capital paulista no Dia dos Namorados. De acordo com o capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Cleodato Moisés do Nascimento, viaturas serão colocadas em pontos estratégicos da cidade, com reforço nas zonas oeste, parte da zona sul e zona norte.

A força tática aumentará o números de abordagens e motos deverão fiscalizar melhor o movimento de atividades suspeitas nesta terça-feira, 12. "Sabemos que, em função da data, a tendência é ter mais gente em áreas de restaurantes, e isso é uma preocupação em termos de segurança pública por causa dos roubos que têm acontecido nos últimos dias".

Nascimento afirma que a PM já mapeou todas as regiões de São Paulo. "Temos 271 câmeras da PM que estão focadas nessas áreas comerciais de risco e que permitem que antecipemos uma ação criminosa, abordando veículos suspeitos", afirma Nascimento. "Também vamos reforçar as saídas para grandes rodovias, como Jabaquara, região da Imigrantes, e estaremos atentos a qualquer anormalidade, trabalhando em horário diferenciado".

Segundo o capitão da PM, os bandidos responsáveis pelos arrastões em restaurantes usam armas curtas, invadem estabelecimentos cheios e agem rápido, em cinco minutos. Os assaltantes costumam levar o dinheiro do caixa e as carteiras, celulares e relógios dos clientes.

Ondas de arrastão.

A expectativa da Associação Nacional de Restaurantes (ANR) é que proprietários invistam mais em prevenção ao longo do ano. "Qualquer iniciativa que ajude a inibir essas ocorrências é válida, pois a Polícia Militar não tem condições de fazer isso sozinha", afirma o diretor executivo da entidade Alberto Lyra. "Desde o ano passado, temos nos reunido com a polícia, falamos com a secretaria de segurança pública duas vezes, conversamos com empresas especializadas para não termos apenas monitoramentos por câmera, mas algo inteligente que nos dê a chance de tomarmos iniciativas antes, e não depois do fato."

Nesse aspecto, empresas particulares de segurança podem auxiliar. "Até mesmo a PM enfatiza que medidas paralelas são importantes para conter a onda de crimes em São Paulo, mesmo que sejam conhecimentos simples do cliente sobre como 'amarrar a bolsa na cadeira'", diz Lyra. O vice-presidente do Sindicato de Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp), João Palhuca, diz que os arrastões registrados nos últimos meses ocorrem justamente pela percepção que criminosos têm da falta de segurança pública. "Bandidos observam, estudam os locais sem segurança visível, mas os brasileiros ainda não perceberam isso e não colocam em prática programas que sinalizem a proteção". Para inibir essas ações, Palhuca diz que é importante analisar o ambiente, as possibilidades de entrada e saída do ladrão, ter atenção aos equipamentos, luz, pessoal e câmeras usados.

Visualizar Arrastões em restaurantes em um mapa maior

Tudo o que sabemos sobre:
ArrastõesPMSão Pauloviolênciacrime

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.