Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

PM vai reforçar efetivo em protesto e vê risco com obras da Paulista

O Movimento Passe Livre foi convocado para reunião na sede da Polícia Militar, mas não enviou representantes

Edgar Maciel, O Estado de S. Paulo

14 Janeiro 2015 | 16h39

Atualizada às 00h08 de 15/01

SÃO PAULO - O comando da Polícia Militar vai reforçar o número de policiais na segunda manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo, convocada para esta sexta-feira, 16. Serão mil PMs na região central, onde o protesto acontecerá - foram 800 no primeiro protesto, sexta-feira. A principal preocupação da polícia é com as obras da ciclovia da Avenida Paulista.

Segundo o major Vitor Fedrizzi, que comandará a operação, há risco de o entulho, pedras e madeiras da intervenção serem usados como armas pelos manifestantes. “Vamos pedir para a Prefeitura retirar com antecedência qualquer material que possa causar conflito durante o protesto.”

Sobre a atuação dos black blocs, o major explicou que a polícia tentará identificá-los e registrá-los antes da chegada à Paulista. De acordo com Fedrizzi, a PM pretende fazer revistas por toda a região central. Na manifestação de sexta-feira da semana passada, black blocs circularam pelo trajeto sem passar por revista. “Estamos estudando novas táticas e analisando o efetivo final que vamos utilizar”, afirmou o major. O primeiro ato contra a tarifa terminou com 53 presos e seis feridos. 

Reunião. O Movimento Passe Livre (MPL) foi convidado para se reunir com a Polícia Militar nesta semana, mas não enviou representantes. Compareceram responsáveis pelo Metrô, Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), Polícia Civil e Defensoria Pública.

Nas linhas de metrô no entorno da Paulista haverá reforço de equipes e policiais nas estações para garantir a segurança. Os distritos policiais da região central terão plantão de atendimento no 2.º DP (Bom Retiro) e no 78.º DP (Jardins) para ocorrências ligadas à manifestação. 

O representante da Defensoria Pública Douglas Magalhães fez um alerta aos policiais sobre o uso excessivo de balas de borracha e pediu que a PM atue dentro da lei. “Não temos como garantir que não vamos usar bala de borracha. A PM tem suas técnicas próprias e vamos usá-las se necessário”, disse o major.

Black blocs. O secretário estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, afirmou nesta quarta que “não é correta” a comparação entre black blocs e o Primeiro Comando da Capital (PCC), feita pela PM em seu perfil oficial no Facebook.

“A comparação não é correta, determinamos que fosse retirada do Facebook da Polícia Militar”, disse Moraes, após a posse do novo comandante-geral da PM, Ricardo Gambaroni. 

“A Polícia Militar dará total transparência a todos os dados e informações necessárias. Qualquer elemento subjetivo, opinião pessoal de algum policial militar ou de alguém da assessoria da polícia deve ser colocado no Facebook da pessoa”, afirmou Moraes.

Segundo Gambaroni, não houve punição a quem fez a publicação na rede social. “Foi uma foto infeliz. Nós nos retratamos. A ideia não era fazer comparação, era provocar uma reflexão. Quem colocou, às vezes, não teve a maldade de ver que aquilo poderia trazer uma conotação diferente.”

Campinas. Cerca de 150 pessoas fizeram um protesto nesta quarta contra o segundo aumento da tarifa de ônibus de Campinas em menos de seis meses. Organizado pelo MPL, o ato reuniu jovens e estudantes que pedem a revogação dos reajustes - de R$ 3 para R$ 3,30 em agosto e para R$ 3,50 na semana passada. / COLABORARAM CAIO DO VALLE e LUCAS SAMPAIO, ESPECIAL PARA O ESTADO

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