Grizar Junior-11/5/2011
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PM vai entrar em banco para evitar saidinhas

A partir do dia 25, policiais vão fazer ronda nas agências ''perigosas'' para observar suspeitos; à noite, objetivo será reduzir ataques a caixas

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

14 Maio 2011 | 00h00

JORNAL DA TARDE

A onda de crimes em agências bancárias de São Paulo fez a Polícia Militar e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apostarem em nova estratégia de segurança. Especializados em patrulhar as ruas, PMs vão fazer agora rondas dentro dos bancos e em estacionamentos conveniados. A ideia é coibir crimes como saidinha de banco, sequestro de gerentes, roubo a cofres e ataque a caixas eletrônicos.

A operação passa a valer no dia 25 e vai começar na capital. Os locais ainda não foram divulgados. Segundo o coronel Marcos Roberto Chaves, comandante do policiamento da capital, na segunda-feira os bancos devem enviar à corporação lista com as agências consideradas perigosas por acumular mais ocorrências. Os dados são sigilosos.

O novo esquema de segurança foi anunciado ontem, após reunião entre oficiais da PM e representantes da Febraban. "É uma medida de proteção", disse Chaves. Para o comandante, já há rondas diárias nos bairros e perto das agências, mas sem tanta interação entre o policial e a instituição financeira. "Buscamos aproximar o comandante da área com gerentes da agência para gerar afinidade, de modo que uma reação do gerente seja suficiente para o comandante saber que a agência tem problema."

Chaves destaca ainda que o ladrão de saidinha de banco usualmente tem um comparsa que fica no estacionamento do banco. Por isso as viaturas também vão entrar nesses locais durante todo o dia. Outros policiais irão à agência checar a movimentação. Segundo o comandante, não haverá abordagens no banco, apenas na rua.

Em relação aos comércios que têm caixa eletrônico, a PM informa que existe patrulhamento específico. O Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird), responsável pela Divisão de Produtos Controlados no Estado, também investiga os ataques aos caixas e vai catalogar as ocorrências para mapear os locais mais visados.

A Febraban não se pronunciou. Levantamento da reportagem mostra que desde o começo do ano, 69 caixas eletrônicos foram alvo de ladrões na capital e 56 na Grande São Paulo.

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