Filipe Araujo/AE-20/9/2010
Filipe Araujo/AE-20/9/2010

PM terá ajuda de cães na copa

Policiamento será reforçado com mais 10 cachorros treinados para farejar bomba e drogas

Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2010 | 00h00

A PM deve ganhar o reforço de dez cães até o fim do ano. O Canil Central da PM, no Tremembé, zona norte, espera a chegada dos animais para aumentar o número de cachorros treinados em farejar drogas e explosivos. A ideia é que eles estejam prontos para a Copa de 2014.

Quando foi criada, em 15 de setembro de 1950, a unidade abrigava dois cães, vindos da Argentina. Ao longo de 60 anos cresceu e, hoje, é formada por 81 cachorros - 27 estão em adestramento e devem ir para a rua em janeiro. As principais funções do canil são apoiar o policiamento, conter rebeliões e achar drogas, explosivos e foragidos. Na unidade trabalham 127 policiais.

"Estamos tentando aumentar o número de cães até chegar a um para cada homem", afirmou o capitão Paulo Macedo, comandante da 3.ª Companhia do 3.° Batalhão de Choque, responsável pelo canil. "Vamos dar ênfase para cães que farejam entorpecentes e explosivos." Os labradores se adaptam melhor à função de farejadores. Catorze animais são treinados para achar drogas - o ideal seriam 20, diz o capitão Macedo. Eles são requisitados pela Polícia Federal e Receita.

"Tem gente que acha que o cão fica viciado, mas não é verdade", diz Alexandre Rossi, zootecnista especializado em comportamento animal. Segundo ele, o cachorro é condicionado a procurar um brinquedo que, ao longo do treinamento, é associado ao cheiro da droga. "Ao achar o entorpecente, o cachorro acredita que encontrou o brinquedo e avisa o adestrador", diz. Um cão que trabalha procurando drogas não fareja explosivos.

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