JB Neto/AE
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PM resgata empresário e prende dois sequestradores no Morumbi

Um dos criminosos foi preso ao receber dinheiro da negociação para libertação da vítima

Ricardo Valota e JB Neto, do estadão.com.br,

13 de novembro de 2010 | 06h02

SÃO PAULO - Dois sequestradores foram presos, por volta da 1h30 deste sábado, 13, após a quadrilha da qual fazem parte manter em cativeiro, na favela de Paraisópolis, região do Morumbi, zona sul de São Paulo, um empresário, de 32 anos, que atua no ramo de automóveis.

A vítima deixava o supermercado Mambo, na avenida Giovanni Gronchi, na mesma região, no final da noite de sexta-feira, 12, e, quando se aproximava do veículo, um importado pertencente ao pai, foi abordada por quatro homens que estavam em um Renault Clio, placa DZT 6053, segundo a PM, roubado. Levado para o cativeiro, montado numa edícula de um sobrado em reforma, na rua Ernest Renan, o empresário foi amarrado, agredido e ameaçado de morte constantemente.

Policiais militares do 16º Batalhão, acionados pela esposa da vítima - contactada pela bandidos assim que o marido dela chegou ao cativeiro -, auxiliaram a mulher na negociação com os criminosos, que exigiram a princípio R$ 30 mil como valor de resgate.

Ao dizer que não tinha esse dinheiro guardado e seria impossível sacar tal quantia em caixa eletrônico em razão do horário, a esposa do empresário conseguiu convencer os bandidos a receber apenas R$ 2 mil. Com dinheiro em mãos e combinado o local de entrega, a mulher foi até a favela, acompanhada dos policiais - que se mantiveram escondidos -, onde entregou o pacote de notas a Paulo Alberto de Jesus Santos, de 25 anos.

Ao receber o embrulho, o criminoso foi detido pelos policiais e levou a PM até o sobrado, onde foi preso também José Carlos dos Santos Moreira, de 19 anos. Um terceiro bandido fugiu a pé e outros dois no carro da quadrilha. Sem ferimentos, o empresário então foi libertado pelos policiais.

O caso será registrado no 89º Distrito Policial, do Portal do Morumbi. A polícia ainda não sabe se a casa utilizada pela quadrilha pertence a algum parente ou colega dos criminosos nem se algum dos bandidos conhecia a vítima. Ao que tudo indica, segundo os policiais, o empresário foi escolhido pela quadrilha apenas momentos antes da abordagem.

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