PM registra 150 ocorrências de furtos na Parada Gay de SP

Carteiras, documentos e celulares são roubados; bebida em excesso leva 400 aos postos médicos do evento

Agência Estado,

25 de maio de 2008 | 21h14

A Polícia Militar contabilizou cerca de 150 ocorrências na 12ª Parada do Orgulho Gay, registradas em boletins de ocorrência eletrônicos. A maior das queixas foi de furtos de carteiras, documentos e celulares. "Houve muitos furtos, é um crime difícil de conseguir controlar no meio dessas multidão", disse o coronel Paulo Adriano Telhada, que comandou o policiamento na Parada. "Houve também garotos fazendo arrastão para beijar meninas, mas nada grave", acrescentou.   Veja também:  Trajeto e história da 12ª Parada Gay de São Paulo Funcionário de trio elétrico é atropelado na Parada Gay de SP Fotos da festa   A Parada tomou conta de praticamente toda a extensão da avenida Paulista neste domingo, 25. Sob o tema "Homofobia mata: por um Estado laico de fato", o evento começou por volta das 12h30 e levou uma multidão à avenida - o movimento era tão grande que até as 19 horas a via ainda não havia sido totalmente liberada.   O encerramento acontece na Praça Roosevelt, onde os participantes devem dançar ao som de música eletrônica até o fim da noite.   Dispersão   Por volta das 19h30, a Polícia Militar usou gás pimenta na Rua da Consolação para dispensar os participantes da Parada. No início do evento, policiais retiraram integrantes da entidade Conlutas que resistiam à proibição de participar do desfile com um carro. Segundo a Conlutas, o carro estava regularizado e houve violência policial - quatro pessoas foram presas e uma ficou ferida. A organização não comentou o episódio.   Emergências   A ida e vinda de ambulâncias tornava a Rua da Consolação perigosa para quem estava na multidão. Às 18 horas, cerca de 400 pessoas já haviam sido atendidas nos três hospitais de campana montados no percurso da Parada. Segundo a PM, a maioria passou mal por consumir bebida alcoólica em excesso - vinho, pinga e vodca de péssima qualidade eram vendidos pelos camelôs por preços a partir de RS 3.   Traficante preso   O Departamento de Narcóticos da Polícia Civil prendeu na madrugada de sábado o comerciante Carlos Renato Cardoso dos Santos, do Rio, que venderia drogas na Parada Gay.   Ele estava hospedado desde quinta em um hotel na região da Paulista e com ele foram encontrados 101 comprimidos de ecstasy, 42 duas porções de special k (ketamina), 47 papelotes de cocaína, um quilo de maconha e dois quilos de substância semelhante à cocaína.

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