PM reforça patrulhamento de shopping

Duas viaturas da polícia serão deslocadas para os arredores do Cidade Jardim; centro de compras diz que estuda medidas para controlar acesso

Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2010 | 00h00

Após reunião com a administração do Shopping Cidade Jardim, a Polícia Militar decidiu ontem reforçar o policiamento nos arredores do estabelecimento, na zona sul da capital. A partir de hoje, duas viaturas da PM, que faziam patrulhamento próximo das pontes do Morumbi, serão deslocadas para os arredores da Avenida Magalhães de Castro, que dá acesso ao shopping.

Ao longo do dia, as viaturas ficarão estacionadas em pontos de acesso, como a área próxima do estacionamento, por onde os ladrões entraram anteontem. O objetivo é "aumentar a sensação de segurança", segundo a corporação. Outra medida é o deslocamento de viaturas da Força Tática do 16.º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento na área, que a partir de hoje devem circular em ruas próximas do Cidade Jardim e também realizar bloqueio. O reforço ficará na área por tempo indeterminado, segundo a Polícia Militar.

Restrição de acesso. Em nota, o Shopping Cidade Jardim também afirmou ontem que "está definindo a adoção de medidas mais restritivas de controles de acesso", sem especificar quais são, "por razões de segurança". Algumas possibilidades são a construção de guaritas externas e instalação de portas giratórias nos acessos às joalherias ? como ocorre em grandes lojas de grifes em centros de compras internacionais. Na nota, a administração do shopping afirma também que, após o primeiro assalto, à joalheria Tiffany, em 16 de maio, contratou 50 homens para reforçar a segurança.

Segundo o shopping, 16 homens faziam ontem a segurança na área externa do empreendimento, por onde os bandidos entraram para roubar a loja especializada em relógios da marca Rolex. Desde o crime, lojistas reclamam de queda do movimento em plena aproximação do Dia dos Namorados.

Apesar disso, donos de lojas e funcionários, que preferem não ser identificados, aprovaram o reforço. O clima se divide entre o receio de novos assaltos e a esperança de que outras ações como essas não aconteçam. "Os assaltantes estão atrás das lojas e não dos clientes", disse a advogada Maria de Almeida Prado, de 58 anos. Sua filha, a assistente social Maria Isabel, de 32, concorda. "Esses assaltos são consequência da desigualdade social que o país vive." /

COLABOROU MARCELA SPINOSA

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