PM reforça patrulha nas principais vias do Rio

No 2º dia de esquema da Copa, havia mais viaturas em pontos importantes; policiais civis e militares ameaçam fazer greve

MARCELO GOMES / RIO , O Estado de S.Paulo

07 Maio 2014 | 02h09

A 37 dias da Copa do Mundo, o policiamento continuou reforçado ontem no entorno do Estádio do Maracanã, na zona norte do Rio, palco da final e de jogos de todas as fases da competição. Na manhã de ontem, havia seis carros da Polícia Militar (PM), dos quais um do Batalhão de Choque, e dois da Guarda Municipal estacionados nas imediações do Maracanã. Também havia viaturas do BPChoque na Estação São Cristóvão do Metrô e Praça da Bandeira.

Na sexta-feira, a Secretaria de Segurança do Estado do Rio anunciou que colocaria nas ruas mais 2 mil PMs, a partir de segunda-feira, antecipando a entrada em vigor do esquema de segurança da Copa. O plano foi adiantado depois que o Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou números que mostram grande aumento dos principais índices de criminalidade no Rio no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2013.

A reportagem do Estado voltou a circular ontem pelas principais vias do centro e da zona sul da cidade e encontrou várias viaturas em pontos de grande movimentação, como as Avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, a Central do Brasil, o Aterro e a Praia do Flamengo, a Enseada de Botafogo, e as orlas de Copacabana e Ipanema. O quadro era bem diferente do dia anterior, quando havia poucos policiais apenas nos arredores do Maracanã.

Ameaça de greve. Às vésperas da Copa, policiais civis e militares do Rio ameaçam entrar em greve por melhorias salariais. Os inspetores da Polícia Civil querem que o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) encaminhe até o próximo dia 15 à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) projeto de lei que incorpora uma gratificação aos vencimentos. Também circula em redes sociais e celulares convocação para uma "greve geral" de praças da PM a partir de 15 de junho.

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