PM recria patrulhamento no trânsito de SP

Policiais vão atuar na fiscalização do trânsito e também nos pontos de maior criminalidade

Humberto Maia Junior, Estadão

25 de setembro de 2007 | 17h25

A Polícia Militar lançou nesta terça-feira, 25, o Programa de Policiamento de Trânsito em São Paulo. O programa vai colocar 1.375 PMs para fiscalizar 1.011 pontos estratégicos da capital. Esses pontos são considerados críticos do ponto de vista de índices de criminalidade e com problemas de fluidez no trânsito.   O presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Roberto Scaringella, disse que o trabalho dos PMs vai complementar os realizado pelos agentes de trânsito. Ele lembrou que somente a parceria com a PM permite aos marronzinhos parar um veículo para fiscalização e, apreendê-lo e prender o motorista.   "A CET não tem competência legal de fazer a fiscalização de cargas perigosas nem motoristas embriagados", exemplificou Scaringella. Ele lembrou que o número de PMs que vão atuar no programa é quase o mesmo do número de "marronzinhos" - cerca de 1,8 mil.   O governador José Serra (PSDB) lembrou que, além de fiscalizar o trânsito, os policiais vão atuar para combater a criminalidade nos pontos de fiscalização. "Muitos crimes são praticados pelos motoristas."   O comandante geral da PM, coronel Roberto Antônio Diniz, disse que, desde a extinção da Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTran), em 2002, não havia na PM um grupo exclusivo para atuar na fiscalização do trânsito da cidade. Segundo ele, o atual programa terá a vantagem de não "gastar" cerca de 200 policiais para funções administrativas, como ocorria na época do CPTran. Esse trabalho será feito pelo 34º Batalhão.

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