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PM recorre ao Twitter e Facebook para conter assaltos nas Marginais

Batalhão especial criado nesta quinta-feira vai monitorar denúncias recebidas pelas redes sociais

Elvis Pereira, Jornal da Tarde

21 Julho 2011 | 19h37

SÃO PAULO - A Polícia Militar recorreu à internet para tentar evitar assaltos nas Marginais do Tietê e do Pinheiros. Motoristas agora podem denunciar pelo microblog Twitter e pela rede social Facebook a presença de suspeitos nas vias ou pedir ajuda em caso de problemas. Os canais serão monitorados em tempo integral pela 3.ª Companhia do 2.º Batalhão de Trânsito, criada nesta quinta-feira, 21, para patrulhar exclusivamente os 43 quilômetros das duas vias.

 

"É uma forma de polícia comunitária virtual nas Marginais", definiu o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo. "Se o motorista notar algum problema, manda um aviso à polícia", diz. Ao receber a denúncia, a PM avaliará e, caso seja necessário, enviará os PMs que estiverem mais próximos do local.

 

Os canais na internet fazem parte do pacote preparado pelo governo para conter a violência nas Marginais. Desde o início deste ano, houve registros de arrastões e ataques a motoristas com pedras, principalmente na do Pinheiros. Em um dos casos, uma vítima foi esfaqueada.

 

Os roubos na Tietê e na Pinheiros se dão no início da manhã e no fim da tarde, em meio ao trânsito. "A maior parte os criminosos estão em motos", disse o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. "A facilidade de acesso e escape é muito grande, daí a necessidade de um patrulhamento mais ágil."

 

A polícia não soube informar nesta quinta-feira um balanço atualizado de roubos nas duas vias. "O que temos são os 54 pontos onde houve algum tipo de incidência criminal", disse o capitão Marcos Rogério da Cunha, responsável pela nova companhia. Na segunda, a PM passou a vigiar esses locais, após relatos de ataques.

 

Companhia. Agora, o patrulhamento das Marginais caberá a 160 policiais da nova unidade, que seguirá recebendo apoio de 120 PMs dos 11 batalhões que antes eram responsáveis pelas marginais. "É um policiamento permanente, não é provisório", afirmou o governador Geraldo Alckmin (PSDB). O efetivo atuará em 48 motos e 10 viaturas, que circularão com seis leitores automáticos de placa, equipamento capaz de identificar veículos roubados, furtados e com a documentação em situação irregular, como IPVA e licenciamento atrasados.

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