PM que subiu em torre e causou fechamento de Congonhas segue internado

Policial militar tinha problemas psiquiátricos e escalou base de sinalização; aeroporto ficou fechado por 1h30

11 de agosto de 2012 | 11h28

Atualizadas às 14h

SÃO PAULO  - São Paulo, 11 - O policial militar com problemas psiquiátricos que subiu em uma torre de sinalização do Aeroporto de Congonhas na tarde de sexta-feira, 10, na zona sul de São Paulo, continuava internado no Hospital São Paulo até as 12h, sem previsão de alta. O incidente ocorreu por volta das 16h30, causando a interrupção dos voos do aeroporto por 1h30 e o bloqueio da Avenida Washington Luis.

O PM, que não teve a identidade revelada, foi  socorrido 2h30 depois de subir na torre pelo Corpo de Bombeiros. Por conta da interdição do Corredor Norte-Sul, os motoristas ficaram parados por horas no congestionamento. No aeroporto, o movimento de aterrissagem foi suspenso às 17h37 e só liberado às 19h. 

De acordo com a Infraero, 11 voos foram desviados para os Aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, Viracopos, em Campinas, e Santos Dumont e Galeão, no Rio. Sete voos (3,8%) foram cancelados e a normalidade foi restabelecida neste sábado.

A torre onde o PM subiu mantém as luzes que são usadas à noite e nos dias de chuva para ajudar na orientação dos pilotos. O movimento de decolagem, que na sexta estava sendo feito na cabeceira oposta da pista, não foi afetado.

Perfil. O policial que escalou a torre está lotado no 46.º Batalhão, no Ipiranga, zona sul. Tem 29 anos, é casado, pai de três filhos e está há 9 anos na polícia, informou a Polícia Militar. Em nota oficial, a PM afirma que ele já teve "várias passagens" por tratamento psiquiátrico e relaciona o incidente de ontem ao falto de ter sido transferido para atividades internas depois da alta médica.

"Descontente com a decisão envolveu-se naquela crise, sendo demovido de continuar com aquela atitude por policiais do batalhão da área e do Corpo de Bombeiros", diz o comunicado.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia do Aeroporto, enquanto estava na torre o policial chegou a disparar fogos de artifício contra os policiais que tentavam resgatá-lo, sem atingir ninguém. Ainda de acordo com o B.O, ele estava fardado e com uma corda no pescoço.

Com ele foram apreendidos uma faca, quatro rojões, duas bombas prensadas, um facão e um estilete, entre outros objetos. O caso foi registrado como crime contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal. A pena prevista varia de 2 a 5 anos de reclusão.

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