PM que morreu após ser arrastado é enterrado em SP

Três suspeitos de participar do assassinato de do policial se entregaram, no 1º Distrito Policial da cidade no ABC

da Redação, estadao.com.br

01 de agosto de 2008 | 15h44

Aconteceu nesta sexta-feira, 1, o sepultamento do soldado da Polícia Militar Alexandre Sobrinho no Cemitério do Lageado, na zona leste da cidade. Ele morreu depois de ser arrastado por 600 metros por 3 ocupantes de um veículo em Diadema. Durante a madrugada, três suspeitos de participar do assassinato de do policial se entregaram, no 1º Distrito Policial da cidade no ABC, onde chegaram ao lado de parentes e advogados.  Davison da Silva Lira, 19 anos, William Braga de Sá, 22, e Johnny Araújo dos Santos, 20 anos, serão ouvidos pelo delegado Ivaney Cayres de Souza, delegado seccional de Diadema, nas próximas horas. Os três jovens, além de Rivaldo Dias da Rocha, 20, que já estava preso, ocupavam um veículo Gol prata que foi abordado pelo soldado Alexandre Sérgio de Oliveira Sobrinho, 29 anos, na Rua das Graciosas, região central de Diadema. Eram 2h50 quando Oliveira e seu colega de viatura, que não teve o nome divulgado, autuavam um motociclista que dirigia sem capacete em frente de um bar. O Gol, dirigido por Davison, parou na via, em local proibido. William estava no banco do passageiro; Johnny e Rivaldo, no banco de trás. O soldado pediu para Lira desbloquear o trânsito, enquanto seu colega terminava de autuar o motoqueiro. Eles, porém, não atenderam ao pedido. Segundo a polícia, os passageiros seguraram o braço esquerdo do PM e Lira arrancou com o carro. Após andar cerca de 600 metros e cruzar a avenida Manuel da Nóbrega, os bandidos deram uma freada brusca e largaram o braço do policial. Ele rolou pela via e bateu a cabeça contra o muro de uma empresa. O grupo havia pegado o veículo emprestado. Ele pertencia a Adeilson de Jesus, de 24 anos. Na tarde de quinta-feira, Jesus foi até a delegacia registrar um boletim de ocorrência de roubo do carro a pedido de Sá. Lá ele disse que o veículo havia sido roubado horas antes do assassinato do soldado. A polícia desconfiou e o reteve. Mais tarde, Jesus mudou a versão e admitiu que Sá ligou para ele às 4 horas pedindo que fizesse o boletim. Indiciado por falsa comunicação de crime, Jesus foi liberado na noite de quinta-feira. Rivaldo foi localizado horas depois de Jesus inventar o roubo na delegacia.

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