PM prende motoboy procurado pelo assalto à joalheria Tiffany

Segundo a polícia, assaltante seria membro do PCC e teria sido um dos mentores da ação em Shopping

Bruno Lupion e Ricardo Valota, do estadão.com.br

01 de julho de 2010 | 06h21

SÃO PAULO - Foi detido, na madrugada desta quinta-feira, 1, Anderson José da Silva, de 30 anos, apontado pela polícia com o motoboy integrante da quadrilha que, em 16 de maio deste ano, assaltou a joalheria Tiffany, localizada no Shopping Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo.

 

Portando um documento de identidade falso, em nome de Flávio Roberto Torres, Anderson, quando foi abordado pela Polícia Militar num posto de gasolina na esquina da Avenida Prestes Maia com a Alameda São Caetano, na Vila Campestre, em Santo André, no ABC, estava ao lado de três amigos, todos em um Vectra preto, com placas do Paraná. Anderson, segundo a PM, seria membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e ocuparia o cargo denominado "torre" dentro da facção.

 

Entre os detidos há uma jovem de 17 anos, namorada do motorista do Vectra. O grupo abastecia o carro e seguiria viagem para o Paraná. O quarteto, ao levantar suspeita nos policiais, foi abordado. Anderson, que já tem passagens por roubo, é foragido do Presídio de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Os policiais encaminharam Anderson e os demais para o 4º Distrito Policial da cidade.

 

" Nós comparamos a foto do RG falso com uma dos procurados pelo assalto e que foram expedidas pela polícia e verificamos que era a mesma pessoa. Ele (Anderson) então confessou que participou do roubo e inclusive afirmou que foi o mentor da ação", afirmou o sargento Célio Zumba, do 10º Batalhão.

 

No assalto à joalheria foi levado um total de R$ 1,5 milhão em joias. A polícia já havia prendido quatro envolvidos no roubo e identificado outros dois, entre eles o motoboy. Como é foragido desde fevereiro, não houve necessidade de um pedido de prisão preventiva contra o motoboy. O delegado plantonista de Santo André já comunicou a prisão à equipe do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) que acompanha o caso.

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