PM premia as dez melhores atuações de policiais em 2010

Comando da capital analisou 1,26 milhão de chamadas para o 190 e escolheu as ocorrências mais bem sucedidas

Marcela Spinosa, O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2011 | 00h00

A auxiliar de serviços V.S.S., de 35 anos, acredita que sua filha, E.K., de 8, não poderia estar mais em seus braços se não fosse pela soldado da PM Elenice Louzada. Foi ela quem atendeu o chamado da menina, à 1h30 de 28 de novembro. Do outro lado da linha, E. dizia que era mantida em cárcere privado havia 15 dias. Apesar de achar que se tratava de um trote, Elenice confiou na garota. Equipes de PMs foram ao local indicado por ela no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, e a libertaram.

Por conseguir ajudar a libertar a menina, a policial foi uma dos 33 policiais homenageados ontem pelo Comando Geral da Polícia Militar da capital. No evento na Avenida Tiradentes foram entregues prêmios aos policiais que participaram das dez ocorrências que tiveram maior destaque na corporação durante o segundo semestre de 2010 (veja três delas ao lado).

"Se não fosse por ela, não faria ideia que tinha sido nossa prima adotiva, de 14 anos, e o namorado dela, de 43, que tinham sequestrado minha filha. Até então achava que ela tinha sumido", disse V..

A policial, por sua vez, disse que fez sua obrigação e que começou a acreditar na menina porque ela estava nervosa e confirmava todas as informações solicitadas. "Não precisaria ter recebido nada. Só o fato de ela estar conosco hoje já vale a pena", disse Elenice.

Escolher as dez ocorrências de maior destaque foi um trabalho árduo para a PM. Elas foram selecionadas em um universo de 1,26 milhão de chamados recebidos pelo 190 no segundo semestre do ano passado. O critério de seleção levou em consideração os casos que terminaram com as vítimas libertadas com vida, sem ferimentos e que não houve a necessidade de disparo de arma de fogo por parte do policial. "Premiamos aqueles que, diante de uma situação de alto grau de risco, em que na maioria dos casos o criminoso estava armado, conseguiram manter a calma, sem a necessidade de disparar, ferir ou tirar a vida de alguém. Isso é primordial", afirmou o comandante do policiamento da capital, Marcos Roberto Chaves.

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