PM põe policiais à paisana em ônibus

Medida foi adotada após bandidos atearam fogo a coletivo e cobrador sair queimado

O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2012 | 02h07

Ontem, a Polícia Militar passou a colocar homens à paisana dentro dos ônibus de São Paulo para evitar atentados contra o transporte público. A ideia é retomar a operação que já havia sido feita em junho, quando crise na segurança terminou com dez ônibus atacados em uma semana.

Segundo o coronel Marcos Chaves, do Comando de Policiamento da Capital, os PMs circularão em ônibus de todas as regiões da cidade e ficarão em contato com as viaturas, que serão acionadas em caso de violência. "Ouvimos da SPTrans (São Paulo Transporte) quais eram as regiões mais críticas para definir a estratégia", disse Chaves.

A noite de quinta-feira na capital paulista já havia começado tensa quando, por volta das 22h, um ônibus biarticulado da frota da Viação Cidade Dutra que fazia a linha Terminal Bandeira-Terminal Varginha foi incendiado no Grajaú, na zona sul da cidade. No caminho para o centro da cidade, homens armados entraram no ônibus, mandaram os passageiros descer e atearam fogo no coletivo. Sem conseguir escapar a tempo, o cobrador Roberto Ribeiro Mendes, de 33 anos, teve 30% do corpo queimado - ontem, seu estado de saúde permanecia estável.

No final da tarde, a Secretaria de Segurança Pública anunciou a prisão de um dos suspeitos de liderar o ataque ao ônibus. Ocimar José da Silva, de 29 anos, foi preso na Favela do Ipiranga, na zona sul.

Transtornos. Após o ataque, ônibus das 17 principais linhas da Viação Cidade Dutra - que liga o extremo sul da capital ao centro - foram recolhidos a partir das 3h ou deixaram de sair. Entre as linhas afetadas estavam Grajaú-Metrô Vila Mariana, Grajaú-Shopping Morumbi, Terminal Varginha-Terminal Santo Amaro e Parque Residencial Cocaia-Metrô Jabaquara.

Ônibus do Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foram acionados. Mesmo assim, os pontos de ônibus ficaram lotados durante a madrugada e o início da manhã. Às 8h30, todas as linhas da empresa voltaram a operar normalmente. A SPTrans informou que 38 ônibus do sistema municipal foram alvo de tentativas de incêndio desde o início do ano. Desses, 18 tiveram danos parciais e 20, perda total.

Até as 19h de ontem, nem a SPTrans nem o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Urbanos de São Paulo confirmavam boato de nova paralisação de motoristas. / ARTUR RODRIGUES, BRUNO PAES MANSO, NATALY COSTA, RICARDO VALOTA e WILLIAM CARDOSO

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