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PM mata o próprio filho para defender a família em Praia Grande

Pai atirou contra jovem, que ameaçava com uma faca mãe e irmãos mais novos; policial tentou se suicidar, mas revólver falhou

Luiz Alexandre Souza Ventura, Especial para o Estado

23 Novembro 2015 | 15h31

SANTOS - Um policial militar que trabalha na ronda escolar de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, matou o próprio filho com três tiros na madrugada desta segunda-feira, 23, para defender a família. De acordo com informações da delegacia sede do município, o PM já prestou depoimento e foi liberado.

Segundo a Polícia Civil, o jovem Vinícius Ferreira Lopes, de 20 anos, que tinha um histórico de comportamento violento e de uso de drogas, chegou em casa por volta de 2 horas, no Jardim Guilhermina, e passou a agredir a mãe e os irmãos mais novos, ameaçando todos com uma faca.

Para conter o filho, o pai sacou uma pistola, mas o rapaz tentou pegar a arma. Nesse momento, o PM atirou três vezes contra Vinícius, que morreu na hora.

Na sequência, o PM, que tem 48 anos, foi até a orla da cidade e tentou se matar, mas a arma falhou. Ele chamou uma viatura da PM e foi à delegacia, onde se apresentou e confessou ter matado o próprio filho. 

Segundo o delegado Bruno Lázaro, responsável pelo caso, conforme a lei, houve um crime, mas em um primeiro momento a ação não foi considerada criminosa, pela existência do ato excludente de legítima defesa, cometido em momento de desespero. Um inquérito será instaurado.

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