PM instaura sindicância para apurar se houve abuso na Marcha da Maconha

Apesar da proibição do Tribunal de Justiça, manifestação aconteceu no sábado

Priscila Trindade, Central de Notícias

23 de maio de 2011 | 14h28

SÃO PAULO - A Polícia Militar instaurou uma sindicância para apurar se houve abuso na ação policial durante a Marcha da Maconha, que aconteceu na Avenida Paulista, no sábado. Depois de proibida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na sexta-feira, a marcha fez seu trajeto entre o vão livre do Masp, na Paulista, e a Praça Dom José Gaspar, no centro, como "marcha pela liberdade de expressão".

A Tropa de Choque foi acionada para impedir que os participantes bloqueassem o trânsito e usou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Os conflitos começaram quando o estudante Alex Soares, de 21 anos, foi preso ao pichar o Masp.

A Tropa de Choque seguiu o grupo durante todo o protesto, disparando bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Um policial ficou ferido sem gravidade e três manifestantes foram conduzidos ao 78ºDP e posteriormente liberados.

Durante a concentração para a Marcha da Maconha, grupos contrários à legalização das drogas fizeram um protesto contra a marcha. Segundo um de seus líderes, o professor de jiu-jítsu Eduardo Thomaz, a legalização das drogas é um retrocesso na sociedade. Apesar das trocas de ofensas entre os dois lados, não houve conflitos.

Segundo os integrantes da Marcha da Maconha, no próximo sábado haverá nova passeata pela liberdade de expressão.

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