PM fará resgate nas cidades que não têm Samu

Vítimas de violência de cidades onde não existe o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) continuarão sendo socorridas por policiais, em uma exceção à mudança de procedimentos anunciada nesta semana pelo governo estadual.

SANDRO VILLAR, ESPECIAL PARA O ESTADO , PRESIDENTE PRUDENTE, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2013 | 02h04

A resolução, publicada anteontem, serve para evitar que policiais militares façam o primeiro atendimento. Mas o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella anunciou ontem em Presidente Prudente que a regra não vale para quem não tem Samu. "Nas cidades pequenas, o policial pode socorrer qualquer pessoa ferida, desde o marginal baleado até quem sofreu um acidente", disse Grella, na primeira reunião de integração entre as Polícias Militar, Civil e Técnica. Outros 11 encontros serão realizados no interior e na capital.

O secretário quer que, para aumentar a sensação de segurança, a polícia se aproxime da população. Ele negou que a polícia esteja perdendo a guerra contra os criminosos. "Os índices criminais são favoráveis e comparáveis a índices internacionais."

O secretário também defendeu os salários dos policiais civis e militares e se mostrou aberto a proposta de reajuste. "Não ganham mal, mas precisamos melhorar e todas as reivindicações que receber serão levadas ao governo", disse, completando: "Salário é importante".

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