PM envolvido em roubo a caixa eletrônico pode ir para presídio comum

Hoje, eles vão para prisão militar; medida depende da aprovação do Tribunal de Justiça Militar

William Cardoso, O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2011 | 15h47

A Polícia Militar quer mandar para presídios comuns os integrantes da corporação envolvidos na onda de roubos a caixas eletrônicos do Estado. A medida foi anunciada nesta quinta-feira, 2, pelo comandante geral, coronel Alvaro Camilo, que também determinou o reforço no patrulhamento noturno com a participação da Força Tática e das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), durante a madrugada, em locais onde as quadrilhas já atuaram.

 

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Os policiais detidos por participação em crimes comuns, como o roubo a caixas eletrônicos, não serão mais encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital. Até o momento, nove já foram detidos e 26 estão sob investigação.

 

"São bandidos, e merecem o mesmo tratamento que um preso comum. Seremos implacáveis com desvios de conduta", disse Camilo. A medida depende da aprovação do Tribunal de Justiça Militar.

 

Segundo investigações da Polícia Civil, 80% dos casos de roubo a caixas contam com o envolvimento de policiais militares. Só o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) tem indícios da suposta participação de 20 PMs nos roubos. A maioria deles recebe propina para dar cobertura aos bandidos, informando sobre a movimentação da polícia no bairro.

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