PM eleva número de multas na cidade

Volta do comando de trânsito fez crescer 8% total de autuações contra infratores; fiscalização ainda provoca dúvidas nos motoristas

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2011 | 00h00

Em pouco mais de seis meses de atuação, o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) já fez crescer a quantidade de multas de trânsito aplicadas pela Polícia Militar na capital paulista. Foram 744 mil autuações registradas pela corporação entre janeiro e dezembro - alta de 8% em relação ao mesmo período de 2009.

Cerca de 100 mil delas foram aplicadas pelo CPTran, que voltou a operar na capital em maio, com cerca de 2,2 mil agentes reunidos em dois batalhões. Foi justamente a diferença de multas a mais dadas pela PM no ano passado, em relação a 2009.

 

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Os demais policiais militares continuaram com ações de fiscalização de trânsito, também aplicando multas. Mas as ações diárias de monitoramento do tráfego e operações de combate à embriaguez ao volante, por exemplo, foram todas reunidas no CPTran, além da fiscalização das cadeirinhas - o transporte irregular causou 216 autuações.

"É normal que a quantidade tenha subido, porque agora temos um órgão específico e especializado para fiscalizar o trânsito", diz o capitão Paulo Sérgio Oliveira, chefe da Divisão Técnico-Operacional do CPTran.

A previsão é que as multas do CPTran sejam maioria na corporação neste ano. Essas infrações ainda devem aumentar a participação da PM no total aplicado na cidade. No último balanço divulgado, em 2010, ela foi responsável por 11% das autuações, ante 35% dos agentes da CET e 54% dos radares.

A volta do CPTran ainda aponta mudanças na fiscalização. O desrespeito ao rodízio, por exemplo, nem aparece na lista das cinco campeãs de ocorrências, apesar de ser número 1 da CET (em grande parte por causa dos radares). Os dados da companhia devem ser divulgados nesta semana. "Nossa atribuição permite fiscalizar veículos e condutores", diz o capitão Oliveira.

A lista do comando aponta que as cinco infrações mais recorrentes são uso de celular ao volante, falta de cinto de segurança, estacionamento proibido, passar no semáforo vermelho e parar sobre calçadas. No entanto, a maior parte dos motoristas não percebe essa diferença e muitos são multados justamente por não considerar que os policiais vão autuá-los. "Quando a gente vê um marronzinho, presta mais a atenção para não errar. Com o policial, não dá para saber se ele vai me multar ou se está fazendo seu trabalho de polícia", resume o representante comercial Rafael Guzo, de 28 anos.

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