PM é preso em flagrante por matar office boy na zona leste de São Paulo

Policial estaria embriagado quando atirou à paisana em vítima na madrugada deste sábado

Kívia Costa, da Central de Notícias,

04 de setembro de 2010 | 18h54

SÃO PAULO- O policial militar à paisana Eduardo Ribeiro Reis, de 23 anos, foi preso neste sábado, 4, acusado de matar o office boy Felipe Augusto Brandão do Amor Divino Paixão, 24 anos, em frente a uma lanchonete na Avenida São Miguel, Vila Constância, zona leste de São Paulo.

 

O crime ocorreu por volta das 5h da manhã, e o policial estaria embriagado quando cometeu a ação, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

 

A vítima chegou a dar entrada no Hospital Ermelino Matarazzo, mas faleceu. Já o PM foi preso em flagrante e levado ao 24º DP. Ele deve ser escoltado até o Presídio Militar Romão Gomes.

 

Como o policial estava à paisana, o caso será conduzido pela Justiça comum. A Polícia Civil instaurou um inquérito policial e ele responderá pelos crimes de homicídio consumado e porte ilegal de arma de uso permitido.

 

A Polícia Militar ainda deve abrir um processo disciplinar contra Reis. "Se comprovada a irregularidade ele será expulso da corporação", informou a Secretaria de Segurança Pública.

 

O caso

 

Policiais militares da 3a companhia do 2º batalhão foram informados pelo Copom que uma pessoa havia sido baleada em frente a um estabelecimento comercial na zona leste e que o autor do disparo teria fugido em um Peugeot azul, no sentido centro.

 

Durante buscas, os policiais identificaram o carro do suspeito no sentido contrário da Rua Bastos, perto do local do crime. Eles iniciaram uma perseguição e alcançaram Reis, que estava com dois amigos.

 

Ele exalava "forte odor etílico" e se recusou a realizar o teste do bafômetro, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Os policiais fizeram uma vistoria no carro e encontraram uma pistola 380 com 10 cartuchos. Reis apresentou sua carteira de policial, mas não a de porte da arma que carregava. Disse que pegou a arma do irmão sem que ele percebesse.

 

Em um primeiro momento, Eduardo Reis negou a autoria dos disparos. Em seguida, alegou que a vitima bateu no vidro da lanchonete e anunciou o assalto e só por isso teria atirado. Os amigos de Reis não confirmaram essa versão.

 

Uma testemunha foi até uma base da PM que fica atras do 24º DP e disse que estava na lanchonete junto com a vítima. Segundo a testemunha, após um desentendimento entre Eduardo e Felipe, ele e a vítima saíram correndo. Os dois se dispersaram e a testemunha voltou à lanchonete, quando viu o amigo caído. Felipe chegou a ser socorrido pela PM, mas não resistiu e morreu no Hospital Ermelino Matarazzo.

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