MARCIO FERNANDES/ESTADAO
MARCIO FERNANDES/ESTADAO

PM e moradores da Cracolândia voltam a entrar em confronto

Bombas de efeito moral foram lançadas; moradores colocaram fogo em papelões e bloquearam a Alameda Dino Bueno

Paula Félix, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2015 | 17h49


SÃO PAULO - Após uma operação que terminou com dois homens feridos na Cracolândia, na região central de São Paulo, nesta quarta-feira, 29, novos confrontos entre moradores e a polícia foram registrados no final da tarde.

Por volta das 17h30, moradores da região colocaram fogo em papelões e bloquearam a Alameda Dino Bueno, na esquina com a Helvétia. A Tropa de Choque, que estava no local, avançou. Bombas de efeito moral foram lançadas, causando fumaça intensa, e houve correria e tumulto na região.

Por volta das 19h30, a maior parte dos moradores já tinha se dispersado e a subprefeitura limpava a área. A Tropa de Choque, no entanto, continuava posicionada no local. 

Não há informações sobre feridos na confusão registrada no final da tarde.

Mais cedo. De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, um dos feridos no início da tarde levou um tiro na perna e o outro, no pescoço. Eles foram socorridos pela Guarda Civil Metropolitana e levados para o pronto-socorro da Santa Casa de São Paulo. Ainda não se sabe a autoria dos disparos. A confusão começou após o barulho de um forte estrondo, que assustou usuários de drogas e provocou correria.

Os guardas civis avançaram contra as pessoas, mas sofreram resistência. Houve tumulto e corre-corre. Durante a confusão, policiais militares chegaram em viaturas e motos para reforçar o policiamento. Houve, então, novos barulhos de estouro e o local em que os usuários estavam acabou sendo tomado por uma fumaça com mais de um metro de altura.

Durante a manhã, havia sido realizada uma ação de limpeza com agentes da Subprefeitura da Sé. Os guardas civis se posicionaram no entorno da praça na frente da Estação Júlio Prestes, local onde ocorre o "fluxo" - como é conhecida a concentração de usuários de drogas.

Com a retirada das barracas, os frequentadores da cracolândia passaram a se concentrar na Alameda Dino Bueno, levando carrinhos de supermercado, cobertores e carroças. 

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