PM DO RIO VENDE QUARTEL DE 1740

Mas transação com Petrobrás ainda depende que o Estado entregue o terreno sem prédios

MARCELO GOMES, SERGIO TORRES/ RIO, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2012 | 03h03

A Petrobrás confirmou ontem que formalizou a intenção de compra da área de 13,5 mil m² do Quartel-General da Polícia Militar do Estado do Rio, na Rua Evaristo da Veiga, área nobre do centro da capital. A compra, no valor de R$ 336 milhões, será a maior transação imobiliária na cidade nos últimos anos. Mas dois projetos de lei - na Assembleia Legislativa e na Câmara de Vereadores -, que pedem o tombamento do local, preocupam a estatal. O início da construção dos prédios data de 1740.

Antes de acertar a compra, a Petrobrás exige que o Estado entregue o terreno sem os prédios, para minimizar riscos de embargos judiciais após a compra.

A negociação estão sendo feitas pelo diretor de Assuntos Corporativos da Petrobrás, José Eduardo Dutra, ex-senador, ex-presidente nacional do PT e ex-presidente da própria Petrobrás. O diretor financeiro e de Relações com Investidores, Almir Guilherme Barbassa, disse que a negociação "está em finalização". Se ocorrer, Barbassa informou que a Petrobrás erguerá "mais um prédio para uso próprio", já que, no Rio, seus empregados estão espalhados em cerca de 15 prédios e é interessante concentrá-los na área central.

Votação. Após o anúncio da negociação, o vereador Carlo Caiado (DEM) e o deputado estadual Paulo Ramos (PDT), autores respectivamente de projetos de tombamento na Câmara e na Assembleia, acertaram a votação dos textos para a próxima semana. "Fui surpreendido antes do cumprimento do acordo. Então vamos votar o projeto antes da concretização do negócio", disse Caiado.

O governo Sérgio Cabral também pretende vender os terrenos de outros três batalhões da PM na cidade: Leblon e Botafogo, na zona sul; e Tijuca, na zona norte.

Em nota, a Secretaria de Segurança informou que a venda do QG "é o primeiro passo de um amplo projeto de reestruturação dos batalhões e sede administrativa da PM" e os recursos das vendas serão usados inteiramente na área.

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