PM diz ter usado bala de borracha para impedir morte de Nayara

Tenente afirmou ter visto jovem atirar duas vezes contra as garotas; segundo ele, ordem para invadir veio do comando

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2012 | 03h08

O tenente do Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar (Gate) Paulo Sergio Schiavo afirmou ter visto Lindemberg Alves atirar pelo menos duas vezes contra Nayara Rodrigues. "O disparo que vi primeiro foi em direção a ela, quando ele já corria para se abrigar", afirmou o policial.

De acordo com o PM, após atirar, Lindemberg jogou a arma no chão. O único disparo feito pela equipe chefiada por Schiavo, segundo ele, foi de uma bala de borracha. "Isso impediu que ele continuasse as agressões contra a vítima Nayara."

O policial afirmou que a ordem para invadir o local veio do comando da PM, caso houvesse qualquer risco. De acordo com ele, a equipe de cinco policiais foi unânime ao ouvir um disparo, que motivou a ação de resgate dos reféns.

Anteontem, o negociador do caso já havia afirmado em depoimento que o tiro foi ouvido pelos policiais. Depois do primeiro disparo, Schiavo afirmou que ocorreram mais três. No entanto, nenhuma testemunha do caso que não fosse policial afirmou ter ouvido o primeiro tiro. O principal depoimento que contradiz a tese é de Nayara Rodrigues, que afirma ter ouvido três disparos só após a explosão da porta feita pela PM. / A.R. e A.F.

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