Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

PM divulga balanço de novas manifestações em Heliópolis

Novo protesto é pela morte da estudante Ana Cristina de Macedo, de 17 anos, atingida por bala perdida

Daniela do Canto, da Central de Notícias,

02 de setembro de 2009 | 03h00

As ruas no entorno do palco onde, no início da noite desta terça-feira, 1, foi realizado mais um protesto de moradores da Favela Heliópolis, na zona sul de São Paulo, a maior da cidade, estão, desde o início da madrugada desta quarta-feira, 2, sob a segurança de um efetivo de 45 policiais militares da 1ª Companhia e da Força Tática do 46º Batalhão.

 

O protesto, seguido de confronto entre policiais militares e a população - revoltada pela morte da estudante Ana Cristina de Macedo, de 17 anos, atingida por um tiro na cabeça durante um suposto tiroteio entre suspeitos e Guardas Civis Municipais de São Caetano do Sul na noite de segunda-feira -, durou até as 21 horas e deixou um saldo, por enquanto, segundo o capitão Maurício de Araújo, da Polícia Militar, de 21 suspeitos detidos, duas viaturas da PM e duas dos bombeiros danificadas, um policial militar ferido, vítima de traumatismo craniano, três ônibus e dois micro-ônibus incendiados, além de um coquetel molotov apreendido. O policial segue internado no pronto-socorro Heliópolis.

 

Às 2 horas desta quarta-feira, 2, o clima já era de aparente tranquilidade na Estrada das Lágrimas, palco principal do embate entre moradores e PM. Às 7 horas , a PM deve conceder um entrevista no CPAM-2, no Campo Belo. Durante a terça-feira, traficantes da região distribuíram aos moradores panfletos nos quais convocavam as pessoas para realizar um novo protesto a partir das 18 horas. Os atos de vandalismo realmente tiveram início no horário marcado. O pagamento para cada um que participasse do tumulto, segundo o que consta nos panfletos, seria uma cesta básica.

Tudo o que sabemos sobre:
protestosHeliópolis

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.