PM de SP usa pistola insegura, diz Ministério Público Estadual

Taurus calibre.40 faz disparos acidentais e até sucessivos, sem controle, após o primeiro tiro, alerta promotor de Prudente

Sandro Villar, Especial para o Estado

20 Agosto 2014 | 14h57

PRESIDENTE PRUDENTE - A Polícia Militar do Estado de São Paulo usa uma pistola, a Taurus calibre.40, que tem apresentado falhas, como disparos acidentais e até disparos sucessivos, sem controle, depois do primeiro tiro. O alerta é do Ministério Público Estadual (MPE) em Presidente Prudente. "Essa arma não é segura mesmo travada", afirmou o promotor criminal Jurandir José dos Santos.

Santos não sugere de imediato a troca da arma e, sim, "a solução do problema". "Essa pistola não dá segurança ao policial e à população. Se não houver uma solução, pode até se pensar na troca do fornecedor", disse o promotor, que enviou ofício à Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O promotor lembrou que o acervo de 98 mil pistolas da PM foi revisado pela Forjas Taurus, fabricante das armas. "Só que não equacionou o problema mesmo após a revisão", completou.

Peças. Algumas peças das pistolas foram substituídas pelo fabricante, segundo o Comando da Polícia Militar, em São Paulo, que confirmou a revisão. As falhas, no entanto, persistiram e algumas armas dispararam sem o manuseio do policial. Também houve disparos sucessivos depois do primeiro tiro.

O comando, por meio do Centro de Comunicação Social, disse que as armas que apresentaram defeitos foram recolhidas e substituídas. Ainda de acordo com o comando, a fábrica se comprometeu em solucionar o problema e que espera um "relatório final e conclusivo".

Reconstituição. Nesta quarta-feira, 20, será realizada, em Presidente Prudente, a reconstituição do crime que vitimou a atriz Luana Barbosa no dia 27 de junho. Ela levou um tiro do cabo Marcelo Coelho em uma blitz de trânsito. Ele usava uma pistola calibre.40 e, em sua defesa, alegou que o disparo foi acidental.

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